20/02/2007 - Há cinco anos era quarta feira de cinzas, a esse horário minha mãe já se preparava para uma cirurgia, estava internada desde a sexta de carnaval, ainda não sabíamos o que a esperava, fazia oito dias que ela não defecava, sua barriga estava do tamanho de uma gravidez de nove meses.
A minha volta para casa do pai também me levou de volta para casa da minha mãe, entre eu e ela existe um abismo muito grande, que foi iniciado quando tinha quinze anos, e durante anos fui cortando a cruz que Deus me deu, e tenho tentado juntar os pedaços dessa cruz para que possa atravessar esse abismo.
Mas voltemos à quarta feira de carnaval, minha mãe entrou na sala de cirurgia, um amigo evangélico me ligou e foi orientado por Deus que eu rezasse como se minha mãe estivesse em cirurgia de parto, e eu seria a criança que nasceria, passei às oito horas, rezando a Deus pela sua misericórdia pedindo perdão dos meus pecados, e pelos de minha mãe.
Ao final de tudo, concluído a cirurgia, com 34 cm menos do intestino e uma bolsa de colostomia, ela após os exames foi encaminhada para quimioterapia, ao terminar o tratamento sem perder um fio de cabelo sem emagrecer, minha mãe saiu curada da batalha, mais não acompanhei novamente até o final, cortei mais um pedaço da cruz. E o abismo continuou, sem que eu consegusser atravessá-lo. Continuo na batalha orando, lutando contra aquele que atravessou entre eu minha mãe, o inimigo de Deus e da família.

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